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Eletroestimulação e dor muscular: combinam?

Por Maria Eduarda Vieira





Aos assíduos na musculação ou nos treinos de futevôlei é comum o surgimento de dor na musculatura após a prática do exercício e digo, não horas depois e, sim em torno de 24hrs a 48hrs. Evidentemente, cada organismo exacerba de uma maneira, porém independente do surgimento fisiológico da dor é possível minimizarmos através de métodos de recuperação muscular, como a eletroestimulação.

Naturalmente, o equilíbrio ideal entre treinamento e recuperação tem como finalidade evitar a má adaptação aos estresses fisiológicos gerados pela carga de treinamento. Principalmente, porque o treinamento (seja na musculação ou em uma quadra de areia) pode induzir contrações excêntricas simultâneas gerando processos que são capazes de levar a danos musculares, ou melhor, a ruptura de proteínas estruturais nas fibras musculares e/ou tecidos conjuntivos, possível inflamação tecidual, dor muscular de início tardio e fadiga percebida ampliada.




No entanto, métodos de recovery são comumente utilizados e com processos similares que permitem reduções no dano muscular induzido pelo exercício e na inflamação. Tais mecanismos possibilitam a redução do espaço disponível para a formação de edema, limitando assim a difusão de fluidos para o espaço intersticial e facilitando o transporte de proteínas (como exemplo) para o sangue, por meio de alterações no fluxo sanguíneo e linfático, ou seja, são sistemas envolvidos.

Ainda que, a eletroestimulação seja frequentemente associada com o ganho de força e melhora no trofismo muscular, já que, é utilizada principalmente em pós operatório, momento no qual a musculatura fica inibida e precisa voltar a contrair também pode ser utilizada de maneira diferente para recuperar a musculatura.

A técnica mais empregada é a estimulação elétrica nervosa transcutânea (conhecida pela sigla TENS), é um recurso terapêutico que permite o controle da dor aguda como também da dor crônica. A intensidade da eletricidade é determinada para bloquear os sinais de dor que viajam do corpo para o cérebro, fornecendo assim, uma sensação não dolorosa aos nervos ao redor do local-alvo, reduzindo os sinais de dor que vão para o cérebro. Além de que, os impulsos elétricos também têm potencial de fazer com que o corpo libere endorfinas, que agem como analgésicos naturais.

Logo, é um dos recursos que podem ser empregados para minimizar os danos fisiológicos causados pelo treinamento.


Maria Eduarda Vieira




  • Coordenadora da Liga Acadêmica de Fisioterapia em Traumatologia Ortopédica e Desportiva

  • Acadêmica de Fisioterapia da Universidade de Caxias do Sul


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